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Terceira Temporada

 

Caros Cineastas,

O Teste de Audiência está de volta e entra na terceira temporada com muitas novidades. O objetivo permanece o mesmo que motivou os curadores Marcio Curi e Renato Barbieri desde a primeira temporada do Teste, em 2007: aprimorar os filmes e aproximar o Cinema Brasileiro do seu público potencial.

A experiência acumulada nos 16 Testes anteriores (*) aperfeiçoou a metodologia, trazendo novos e poderosos instrumentos de análise para os cineastas e produtores aprimorarem os seus filmes e otimizarem a eficácia da sua comunicação.

A primeira novidade, que agrega grande valor ao Teste em 2009, é a sua extensão de Brasília para Curitiba. A reação do público aos filmes participantes será aferida em duas das mais significativas praças cinematográficas do País. Isso fornecerá uma base de dados mais rica e permitirá o cruzamento de informações que ajudarão em muito a tomada de decisões de finalização e lançamento por parte dos realizadores e produtores.

A inovação mais importante, entretanto, é a Sessão-Surpresa. O espectador não saberá antecipadamente o filme que irá assistir. Os cineastas brasileiros terão a oportunidade de contar gratuitamente com uma ferramenta de produção que é paga “a peso de ouro” pelas grandes distribuidoras.

Aproveitando o conceito da Sessão-Surpresa, as estratégias de atração do público, em parceria com complexos de salas e redes de locadoras em Brasília e Curitiba, permitirão a montagem de amostras mais ricas e significativas do público de cinema.

(*) participaram do Teste de Audiência: Paulo Morelli (Cidade dos Homens); Augusto Seva (Estórias de Trancoso); José Eduardo Belmonte (Meu Mundo em Perigo); Lina Chamie (A Via Láctea); Toni Venturi (Rita Cadillac, a Lady do Povo); Henrique Dantas (Os Filhos de João); Carlos Alberto Riccelli (O Signo da Cidade); Wolney Oliveira (O Ilha da Morte); Armando Lacerda (Juruna, o Espírito da Floresta); Lucia Murat (Maré, Nossa História de Amor); Mauro Giuntini (Simples Mortais); Camisa Listrada (5 Frações de uma Quase História); Pola Ribeiro (Jardim das Folhas Sagradas); Tânia Quaresma (Nísia, Paulo e Josué); Marco Altberg (Panair do Brasil); Carlos Nader (Pan-Cinema Permanente).

Outra importante novidade do Teste para esse ano é a adoção do Grupo Focal. (texto detalhado abaixo)

Teremos ainda a contribuição de voluntários que se dispuserem em comentar por escrito o filme no prazo de até uma semana após a realização do Teste. Essas colaborações, associadas aos relatórios da pesquisa quantitativa e qualitativa (Grupo Focal) subsidiarão a preparação do Relatório Final.

O batepapo do público com o diretor será gravado em áudio e entregue em mídia CD aos realizadores do filme juntamente com os demais instrumentos: o Relatório da Pesquisa Quantitativa e o Relatório do Grupo Focal.

Os diretores e/ou os produtores dos filmes escolhidos pela curadoria não terão qualquer despesa e receberão passagens aéreas e hospedagem por uma noite em Brasília e Curitiba nas datas de realização do Teste.

Para participar basta encaminhar release do filme em estágio de finalização avançada, acompanhado de um DVD com o corte mais recente para:

Teste de Audiência

CLN 111, Bl.D, sala 2020 Cep: 70754-540 Brasília/DF

O estágio ideal de apresentação do filme ao Teste é imediatamente antes da mixagem. Filmes já concluídos poderão ser considerados desde que estejam absolutamente inéditos nas duas capitais, mas a curadoria irá priorizar filmes “abertos”, de modo a permitir aos realizadores e produtores uma maior gama de ações beneficiadas pelos dados oferecidos pelo Teste. Aguardamos seu contato.

Abraços,

Renato Barbieri e Marcio Curi

Teste de Audiência

 GRUPO FOCAL

Grupo focal é uma técnica de pesquisa qualitativa, composta basicamente por entrevistas de indivíduos dispostos em grupo. Essas entrevistas não se restringem apenas às questões feitas pelos entrevistadores e às simples respostas dos entrevistados. A metodologia propõe uma interação entre o grupo, baseadas em tópicos propostos pelo pesquisador/moderador. O principal objetivo dessa técnica é utilizar interações de grupos para produzir dados e percepções distintas, os quais seriam menos acessíveis sem a interação promovida pelo grupo.

O grupo focal é uma técnica de pesquisa bastante abrangente, que pode ser empregada em diferentes tipos de análises. No que diz respeito ao Teste de Audiência, os grupos focais serão utilizados como uma técnica complementar, integrada com a pesquisa quantitativa, executada pela aplicação de questionários quantitativos a todo o público presente ao Teste. A realização de grupos focais aliada à aplicação de questionários quantitativos objetiva aprofundar a compreensão dos dados obtidos nos questionários, pois o uso de grupos focais propõe que, dispondo de um pequeno número de entrevistados, gera-se um grande número de idéias ao mesmo tempo detalhadas e objetivas, proporcionando análises mais eficazes. 

O planejamento do desenho do grupo focal é primordial para sua eficácia. Segundo a literatura tais grupos focais devem: a) ser compostos por participantes desconhecidos e homogêneos segundo alguma característica metodologicamente selecionada; b) o questionário deve ser semi-estruturado, controlado por um moderador altamente envolvido; c) ter de 6 a 10 participantes por grupo; e d) ter um total de três a cinco grupos por projeto. No entanto, devido a restrições de cronograma e orçamento, raramente um estudo baseado neste tipo de análise qualitativa se vale dessas quatro regras. Elas tendem a ser utilizadas como um ponto de partida no processo de planejamento da pesquisa. No caso do Teste de Audiência, está prevista a realização de um grupo focal por filme em Brasília, com projeto de expansão para outras localidades. 

BIBLIOGRAFIA

MORGAN, D. L. (1997). Focus groups as qualitative research. Cambridge: Cambridge University Press.

MORGAN, D.L. (1992) Designing focus group research. In Tool for. Primary Care Research (Stewart M. ed.), Sage Publications, Newbury Park, CA.