Testemunhos Cineastas
Vladimir Carvalho
O Teste em si eu acho fabuloso que aconteça. É fantástico que nesta cidade (Brasília), tão carente de cinema, tenha uma iniciativa deste nível.
Tânia Lamarca, diretora de “Amores Raros”
Escrevo para agradecer a oportunidade de aprimorar o nosso "Amores Raros"! Foi muito rico, em todos os sentidos!
Me atrevo a dizer que nenhum filme brasileiro, nenhum mesmo, principalmente os de "cunho autoral", como se diz, deveria entrar em laboratório sem essa experiência que é avassaladora na medida que possibilita, antecipadamente, o conhecimento do "impacto primeiro" do filme junto ao público. Certamente que isso muito areja a nossa percepção sobre o trabalho e cria oportunidade ímpar de melhoria na comunicação do mesmo.
Vicente Amorim, diretor de “Corações Sujos”
O Teste de Audiência é uma ferramenta extremamente poderosa e importante para analisar decisões que irão ser tomadas a respeito do posicionamento do filme no mercado.
Andrea Barata Ribeiro, produtora de “Xingu”
Esse é meu segundo Teste de Audiência, já fiz o teste com o filme “Ensaio Sobre a Cegueira”, nos Estados Unidos, e a maior diferença entre os dois é que lá não tem debate com os realizadores do filme após a exibição. O que é um ganho para a platéia, mas é tão eficiente quanto.
Affonso Serpa, diretor de “Morte e Vida Severina”
Poder testar na prática o que o filme tem a oferecer é o que me motivou a participar do Teste de Audiência. Você pensa, realiza o filme e antes do lançamento final poder testar o que ele significa, ver as opiniões, confirmar o que você estava pensando, de repente se surpreender com alguma opinião que não seja exatamente aquilo que você fez é muito útil.
Erico Monnerat, produtor de “Morte e Vida Severina”
Esses apontamentos feitos pelo público são muito pertinentes, reforçaram muitas coisas que nós já tínhamos percebido durante a edição do filme, além de passar por pontos que agente não consegue chegar. Mesmo vendo o filme várias vezes, você não tem essa percepção total.
André Ristum, diretor de “Meu País”
Pra mim foi muito gratificante participar do Teste de Audiência, porque eu vi que várias coisas que eu estava na dúvida eu estou acertando, confirmando que o caminho que agente escolheu está certo. Inclusive de ter tirado coisas que se estivesse eu acho que incomodaria.
Achei o processo do Teste muito rico: além de fortalecer o caminho que eu adotei e me deixar mais
tranquilo nessa fase de finalização, me deu também algumas idéias que posso ainda trabalhar um pouco melhor.
É um processo muito enriquecedor para o filme, porque são pessoas que não sabem nada do filme, chegam aqui sentam e nem sabem o que vão ver - Tropa de Elite ou O Meu País - é muito interessante, porque as pessoas estão totalmente desprovidas de qualquer informação, é um terreno super virgem, muito interessante.
Guto Pasko, diretor de “Iván – De Volta para o Passado”
Fundamental, porque todas as observações e colocações foram muito importantes. Em um processo desses de documentário, agente fica muito envolvido com o processo, é uma produção complexa que envolve questões de outros países, muito material bruto, então chega uma hora que você não consegue mais ter um distanciamento ou perceber certas falhas do filme. E o Teste de Audiência nos dá essa possibilidade de submeter o filme a esse público e ter esse termômetro (essas opiniões, questionamentos e críticas), que mesmo sendo críticas, são muito positivas e extremamente necessárias.
O filme só tem a ganhar com essa experiência do Teste de Audiência.
André Klotzel, diretor de “Reflexões de um Liquidificador”
Utilizei (o Teste de Audiência) para o “Reflexões de um Liquidificador” e foi uma experiência bastante consistente. Acho que é um mecanismo que devemos preservar como uma ferramenta dos independentes brasileiros: se equipara às pesquisas que as “majors” fazem, e é feita com custos subsidiados.
Joel Zito Araújo, diretor de “Raça”
Eu também realizei o teste de audiência do meu novo filme, em outubro de 2010, foi extremamente útil para verificar o que funciona e náo funciona, e acertar a rota.
Parabéns para Renato Barbieri e Márcio Curi por esta necessária e bem organizada iniciativa. Recomendo a todos cineastas brasileiros.
Paulo Morelli, diretor de “Cidade dos Homens”
“Quero dar meu testemunho sobre o TESTE DE AUDIÊNCIA, feito em Brasília por Renato Barbieri e Marcio Curi: é realmente muito bom. Recomendo a todos os cineastas que estejam em fase de montagem, que façam o TESTE DE AUDIÊNCIA. Isso pode revelar eventuais falhas de narrativa, compreensão ou ritmo. Tenho certeza que estarão melhorando, e muito, os filmes nacionais. É uma ferramenta de trabalho que está colocada à nossa disposição. Vale a pena!”
Toni Venturi, diretor de “Rita Cadillac – A Lady do Povo”
“O TESTE DE AUDIÊNCIA realizado para o documentário Rita llac foi muito importante para tomarmos as últimas decisões sobre a montagem do filme. Conduzido com rigor e seriedade, o resultado serviu para confirmar as opções estéticas feitas ao longo do processo de edição e para chamar a atenção aos pontos vulneráveis da estrutura narrativa. O alto nível de detalhamento serviu para dirimir dúvidas sobre algumas seqüências específicas. Para além do momento da finalização, o Teste tem sido também um sólido argumento para ser apresentado aos potenciais distribuidores e uma ferramenta que irá nortear o lançamento comercial do filme. Lentamente, o Cinema Brasileiro marcha para sua profissionalização.”
Anna Muylaert, diretora de “É Proibido Fumar” e “Para Aceitá-la, Continue na Linha”
“Hoje devorei o relatorio completo e fiquei muito satisfeita com o geral das opiniões e também impressionada com certas opiniões negativas. Mas enfim , tudo é preparo para o lançamento.
O TESTE DE AUDIÊNCIA é uma oportunidade incrível pra quem está no meio do processo de um filme!”
Augusto Sevá, diretor de “Estórias de Trancoso” e “Fala Sério”
Participei do Teste de Audiência com dois filmes.
Eles revelaram com bastante precisão os pontos de força e as eventuais fraquezas do filme.
Indico a todos que proporcionem ao filme esta experiência.
Ela nos permite não somente aperfeiçoar a finalização, como definir a melhor estratégia de lançamento.
Parabéns ao Márcio e o Renato (e lógico, à Caixa Cultural) que conseguem disponibilizar este valioso instrumento, sem custo ao realizador.
Rubens Xavier, diretor de” A Guerra dos Vizinhos”
“Em geral a gente fica passando o filme para os amigos e a gente não tem o retorno de quem vai nas salas. E o Teste ajuda a gente inclusive a conversar com o distribuidor: “olha, eu já fiz o Teste de Audiência, tenho respostas”. Ajuda bastante. Ter a oportunidade de mostrar o filme para o público e ter essa resposta do público pra gente poder fazer os ajustes: ver o que está funcionando e o que não está... o que pode ser alterado pra melhor. Eu acho que isso aconteceu aqui hoje. A gente programou o cronograma de finalização do filme de acordo com as duas sessões que vocês fizeram aqui [Curitiba e Brasília]. Pra você ver o tamanho da importância que agente está dando a essa oportunidade que vocês dão para os nossos filmes.”
Lina Chamie, diretora de “A Via Láctea“
“Eu pessoalmente recomendo o TESTE DE AUDIÊNCIA, que me parece uma experiência útil e muito rica em ambos os casos (como auxiliar nas questões de construção narrativas de um filme e para indicar o potencial de comunicabilidade de um filme e procurar seu público-alvo). Tive a oportunidade de ponderar sobre o Teste realizado com meu filme “A Via Láctea”, conjuntamente com meu distribuidor Marco Aurélio Marcondes, da Europa Filmes, que tem vasta experiência com lançamentos de filmes brasileiros no mercado nacional, e concluímos que efetivamente o Teste, como tem sido realizado, se mostra bastante completo, pertinente e objetivo. É claro que um TESTE DE AUDIÊNCIA não é em si um fim nem garante resultados, mas certamente aponta caminhos e diretrizes de maneira bastante idônea e elaborada. Enfim, é uma possibilidade a mais de melhoria em nossas estratégias de lançamento e de encontrar o público pertinente a cada tipo de proposta cinematográfica, otimizando seus potenciais "comerciais" e de comunicabilidade com este público.”
Henrique Dantas, diretor de “Os Filhos de João”
”O projeto TESTE DE AUDIÊNCIA, do qual o meu filme participou, tem a grande qualidade de colocar frente a frente o público com o autor, trazendo informações frescas e preciosas. É um teste de força da obra audiovisual, um momento único, que nos dá uma dimensão de como o público irá se portar diante da obra, de como esta prende ou não os espectadores. É também um momento em que a obra sai da ilha de edição, com suas dimensões reduzidas, e vai para a tela grande, ampliando a dimensão que o autor tem da própria obra. É quando o vídeo vira filme, quando as proporções se alargam, quando o autor fica exposto a toda e qualquer opinião do público, e se vê preparado ou não para gerar um discurso sobre a obra. É uma vivência, uma etapa importante do processo criativo, um momento que tem que ser muito aproveitado.”
José Eduardo Belmonte, diretor de “Meu Mundo em Perigo”
O TESTE DE AUDIÊNCIA ajudou muito na etapa de corte final do filme. Tenho muito a agradecer a vocês.”

